terça-feira, 16 de agosto de 2011

6 Dicas para a sua empresa ser um bom local para trabalhar

Em 85% das empresas, a motivação dos colaboradores é muito alta quando integram a empresa, ao fim de 6 meses já baixou e, a partir daí, é sempre a cair – dados apurados pelo instituto de pesquisa Sirota Survey Intelligence, após um estudo realizado em 52 das 100 maiores empresas dos EUA. O mesmo estudo diz que este problema é causado pela gestão das empresas.

Para funcionar bem, as empresas têm de contar com os melhores. Para continuar a contar com eles, têm de os manter. O problema é que muitas empresas apostam no marketing externo, mas esquecem-se do marketing interno.


Fomente o bom humor na empresa!

Já viu como é a Google por dentro? Escorregas, ginásios, restaurantes, espaços de lazer… Não é por acaso que a tendência vai no sentido de dar ambientes mais descontraídos aos colaboradores. Ao contrário do que possa pensar, a produtividade não diminui. A pessoa veste a camisola, gosta de estar no trabalho, empenha-se mais, como está descontraída, tem um melhor desempenho, convive mais e conhece melhor os colegas, o que também a faz gostar e comprometer-se mais com a empresa e, inclusivamente, tem melhores ideias e contribui para a inovação da empresa. Claro que nem todas as empresas têm capacidade para dar tantas condições, mas também não é necessário. O importante é o princípio: trabalhar é um prazer!


Dê importância a todas as pessoas


Sabe quando é que a motivação das pessoas começa a diminuir (lembre-se que quando a pessoa entrou para a empresa, esta estava em alta!)? Quando começam a não acreditar na empresa e/ou que não serão capazes de fazer a diferença.

Ouça as pessoas. Crie uma verdadeira equipa e deixe que cada um se sinta parte e contribua com ideias e iniciativas. Valorize o parecer de todos, independentemente da posição que ocupam na empresa. Procure a proximidade com cada um e nunca ignore ninguém. Contratar pessoas para não as ouvir, não as deixar agir, não as deixar ter iniciativa, dar-lhes respostas como "não é da sua competência" é mais de meio caminho andado para que elas comecem a borrifar-se para a sua empresa.


Horizontalize!

Quantos menos chefes, melhor! Na maior parte dos casos, os chefes só servem para chatear e criar distância. Pior quando há chefes por cima de chefes, por cima de chefes… As estruturas muito verticais acabam por tirar autonomia à pessoa (que tem de pedir ao chefe, que vai pedir ao seu chefe, que vai pedir ao próximo chefe…), atrasar o trabalho e piorar o serviço ao cliente. Quando as pessoas se sentem mais autónomas, trabalham melhor.


Mantenha as pessoas a par do que se passa


Se quer que as pessoas sintam que a empresa também é delas e trabalhem como tal, mantenha-as a par do que se passa. Para que serve o trabalho que estão a fazer, onde querem chegar, quais são os objetivos a atingir, o que espera delas… Peça-lhes opinião, seja humilde e incentive a participação.


Não stresse!


Nada mais desmotivante do que trabalhar com alguém que está sempre de trombas, que se irrita com tudo, que chateia por 2 minutos de atraso, que controla as pessoas em vez de controlar o trabalho e de estar disponível para ajudar a melhorá-lo.

Se um colaborador faz um trabalho espetacular, tem tudo em dia, os clientes estão satisfeitos com o trabalho prestado, o que importa se faz muitas pausas ou se chegou 10 minutos mais tarde?

Preocupe-se é em avaliar, valorizar e elogiar os resultados.


Tenha caráter, confie e seja de confiar

As pessoas têm de sentir que podem falar consigo, que as ajudará a resolver questões, que as orientará em vez de criticar, que não lhes vai mentir, enganar ou voltar atrás com a palavra. Que é pessoa confiável, que toma decisões e não opta por fugir com o rabo à seringa e não se comprometer com nada. Que é pessoa que confia. Quem não confia, não é de confiar; quem não confia faz com que os outros sintam que não são parte da equipa e desliguem. Os maus chefes são um dos principais motivos por que as pessoas desistem de trabalhar nas empresas. Lembre-se disso e seja um exemplo!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Conhecer a capacidade de auto-financiamento do ciclo de exploração

O ciclo de exploração de uma empresa é o ciclo em que se verificam todas as transações de natureza comercial. Neste, compramos (aos fornecedores) e vendemos (aos clientes).

A diferença de tempo com que paga a uns e recebe dos outros determina a maior ou menor capacidade de auto-financiamento deste ciclo:


  • Se a empresa paga antes de receber (a não ser que tenha margens muito generosas), não terá dinheiro para fazer face aos seus compromissos, logo, terá de ir buscá-lo a algum lado (banca, por exemplo, suportando os respetivos juros);
  • Se a empresa recebe antes de pagar aos fornecedores (a quem, por norma, não paga juros), em princípio, deverá ter sempre recursos para fazer face a esses compromissos – o ciclo de exploração financia-se a si próprio.


A sua empresa tem esta autonomia? Faça as contas!

As fórmulas para análise dos prazos médios de recebimento e pagamento são simples e podem ser calculadas para diversos períodos, permitindo a monitorização da sua evolução:

Vejamos, por exemplo, as fórmulas para 31/12/2010:





Verifique agora se a crise tem tido impacto nestes indicadores, fazendo os cálculos para o primeiro semestre de 2011:



Feitos os cálculos e apurados os indicadores, ficará a saber se tem de melhorar e trabalhar os indicadores. Não basta saber que melhoria de relação entre estes indicadores passa por uma “simples” redução dos prazos de pagamento dos clientes e de uma “simples” negociação com fornecedores para alargamento do prazo acordado. As relações comerciais nunca são assim tão lineares e, por vezes, o que parece “simples” pode ser inalcançável.

O caminho está em conseguir o prazo mínimo de recebimento comercialmente possível e uma gestão mais racional dos seus fornecedores. Esta ferramenta ajuda-o a detetar o problema e a saber por onde ir para o resolver.


Bons negócios!


Nota: Estes indicadores, como quaisquer outros, não devem ser avaliados separadamente e devem ser enquadrados em análises mais profundas e ter em consideração, entre outras especificidades, a atividade da empresa, a natureza dos produtos, a eventual sazonalidade do negócio…