segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Quem quer ser altamente eficaz?

"Somos o que, repetidamente, fazemos. A excelência, portanto, não é um feito, mas um hábito" (Aristóteles). Mas quais são os hábitos que conduzem à excelência?

Stephen Covey responde a esta questão na obra "Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes":


1 –Seja proativo

Faça mais do que esperam de si, e aja com auto-controlo e com base em escolhas conscientes, com propósitos e assentes em valores; recuse a ação reativa, baseada exclusivamente em sentimentos.


2 – Tenha objetivos

Antes de começar a andar, saiba para onde quer ir. Defina os seus objetivos e guie-se por eles. A criação mental deve vir antes da criação física. Antes de qualquer obra, há um projeto. Pessoas altamente eficazes não andam à deriva!


3 – Estabeleça prioridades

O que é mais importante deve vir primeiro. Tão simples como isto.


4 – Pense de forma "win/win"

Procure agir de modo a que as suas ações não visem benefícios apenas para si, mas para toda a gente com quem interage. O autor diz que, para agir assim, é necessário ter coragem, uma vez que a outra parte pode não estar a pensar da mesma forma. Diz-nos também que não existe alternativa ao win-win. Ou é assim, ou vale mais não ser.


5 – Ouça

Por norma, as pessoas têm necessidade de ser compreendidas e só depois procuram compreender. Inverta isto. Seja um bom ouvinte. Ponha-se no lugar do outro, seja empático, conheça a forma como o outro vê o mundo. Só assim poderá comunicar.


6 – Crie sinergias

Só se consegue chegar a este passo depois de praticar os 5 anteriores. Criar sinergias implica investir nas relações, de forma benéfica para todos, sabendo ouvir, e cooperando para a obtenção de um objetivo maior.


7 – Cuide de si

De vez em quando, pare! O único "instrumento" que precisa para cumprir o que até aqui foi dito, é você. Preserve-se. Descanse, dedique tempo a si mesmo. Se se esgotar, não consegue fazer nada. Uma pessoa que se sente bem, é uma pessoa mais motivada.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Invista nos clientes que tem!

Idealmente, as empresas deveriam apostar em simultâneo na conquista de novos clientes e na manutenção dos clientes atuais mas, por falta de tempo, de recursos ou por outros motivos, nem sempre é possível agir nestes dois sentidos. Nestes casos, dê prioridade à fidelização dos clientes que tem:

•    Compram quando a empresa lança novos produtos ou melhora os existentes;
•    Ajudam a comunicar a empresa e o produto ou serviço;
•    Não são tão sensíveis às comunicações da concorrência;
•    Valorizam mais a qualidade de serviço e o relacionamento pessoal do que o preço;
•    Contribuem na melhoria de produtos e serviços;
•    Você já conhece as rotinas, pelo que os processos se tornam mais eficientes.

Em números… (Kotler, 2000):

•    Conquistar um novo cliente custa até 5 vezes mais do que manter um cliente;
•    Os clientes compram mais quando confiam mais;
•    É comum que as receitas geradas por novos clientes não paguem o esforço comercial e o tempo investidos para os conquistar;
•    Em média, as empresas perdem cerca de 10% de clientes por ano: reduzir esse número, pode reflectir-se em aumentos significativos no lucro.

Concentre os esforços em quem merece!

É impossível manter a taxa de perda de clientes a zero. Mas também, há clientes que representam mais despesa do que lucro (maus pagadores, exigem muito e compram pouco...). Identifique-os e não desperdice em estratégias de fidelização dos mesmos. Identifique os clientes com retorno negativo e os clientes inativos (que já não são clientes e, por isso, devem ser eliminados da base de dados, para que esta esteja sempre atual).

Saiba em que clientes apostar:

•    Clientes de maior valor;
•    Clientes de maior potencial;
•    Clientes de referência;
•    Clientes formadores de opinião;
•    Clientes que ajudam na melhoria do produto;
•    Clientes que possuem expressão social.

Por onde começar?


•    Conhecer o que leva os clientes a deixarem de trabalhar com a empresa (para que não volte a acontecer);
•    Definir um método de tratamento de reclamações - "dos clientes que fazem uma reclamação, entre 54 e 70% voltarão a fazer negócio se as reclamações forem resolvidas. O percentual chega a 95% se a reclamação for atendida rapidamente" (Kotler);
•    Analisar a base de dados de clientes de acordo com o volume de compra e com o potencial de cada um (curva ABC ou outro método a que a empresa recorra), otimizando os esforços de fidelização e de conquista. Inclua previsões nesta análise e considere o potencial de compra do cliente: um cliente C ou B, pode ser um A que, atualmente, está a dedicar parte do potencial de compra à concorrência.
•    Por último, mas não menos importante: não se cinja aos números! Conheça os clientes e lembre-se que um cliente que pouco compra, pode ser um cliente que ajuda muito e que recomenda a empresa a potenciais novos clientes.