sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Combate ao desperdício!

Falar de Lean, é falar de combate aberto ao desperdício mas, afinal, onde podemos encontrar esse desperdício e que tipo de desperdício existe?
Comecemos por definir desperdício. Desperdício são todas as ações, processos e materiais que o cliente não percecione como acrescentando valor ao bem ou serviço que adquire. Exemplos disto são a reposição de stock na loja ou carregar papel na impressora.

No entanto, nem todo o desperdício pode ser eliminado de imediato. A este tipo de desperdício chama-se muda (palavra japonesa para designar desperdício) tipo 1. É desperdício, mas é necessário para que o sistema ou processo funcione. Exemplos deste tipo de desperdício são a verificação de produtos entregues por fornecedores ou as deslocações ao banco para depositar cheques.

Por outro lado, existe o desperdício do tipo 2, que não é necessário ao funcionamento do sistema e deve ser eliminado de imediato.

Vejamos agora, onde pode procurar muda, na sua empresa, recorrendo às 7 categorias de desperdício identificadas por Taiichi Ohno (1912-1990) e Shigeo Shingo (1909-1990):


1. Excesso de produção

Produzir mais do que vende, produzir o que ninguém compra, conduzindo a um consumo desnecessário de recursos, ocupação de espaço de armazenamento, excesso de stock, redução de margens para tentar vender, monos e mais consequências desagradáveis;


2. Tempo de espera

Enquanto o colaborador A desempenha a tarefa X, o colaborador B espera para poder desempenhar a tarefa Y ou enquanto a máquina C produz 10.000 peças do tipo W, a máquina D está parada, à espera de montar a peça do tipo Z na W. Todos os tempos de espera impedem um fluxo contínuo de processos e tarefas, sendo alvo primários a eliminar;


3. Transporte

O stock do produto E está a estorvar? É preciso transportá-lo para outro lugar, de forma a poder armazenar o produto F? A fotocopiadora avariou e o economato está na cave do edifício? Todas as movimentações de produtos ou pessoas, resultantes de falta de método ou planeamento, são desperdício a eliminar;


4. Excesso processual

Fazer uma fatura demora 5 minutos, quando deveria demorar 30 segundos, porque são feitos muitos cliques no rato e o operador não conhece os atalhos de teclado? É preciso voltar a embrulhar o produto porque o primeiro embrulho ficou mal feito? Sempre que se executam tarefas a mais, para além das estritamente necessárias para entregar um bem ou serviço, temos um excesso processual que é preciso eliminar;


5. Inventários

Ter stock a mais é um sinal claro de desperdício. O stock custa dinheiro, perde valor e ocupa espaço. O excesso de stock é fácil de verificar e tem de ser eliminado;


6. Defeitos

Um defeito origina trabalho extra para correção, custos adicionais para a empresa, reclamações de clientes. Identificar um defeito na linha de produção é bom, identificar a causa do defeito é a lean way;


7. Trabalho desnecessário

Imagine-se na farmácia, quer pedir 3 medicamentos mas, mal pede o primeiro, o farmacêutico vira costas para o ir buscar, volta e pergunta se quer algo mais. Pede o segundo e o cenário repete-se. No final, o farmacêutico faz 3 viagens ao interior da loja, faz-lhe perder tempo e ainda presta um serviço de fraca qualidade. É preciso ser pragmático a executar tarefas e fazê-las da forma mais eficaz.


Como poderá verificar, estas categorias cruzam-se, por vezes, e têm, em si, uma característica intrínseca de causa e consequência, podendo ainda ser acrescentadas outras, de forma a refinar o seu âmbito e a adaptá-las à atividade da empresa, mas, independentemente das categorias, dos seus nomes e da sua abrangência, o importante é treinar o olhar para detetar o desperdício, onde quer que este se encontre e promover a eficiência no dia a dia.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Quer vencer a crise? Aposte no Marketing!

Em 2012 é importante ter cautela com os investimentos que se fazem e, também, com os que não se fazem: investir em marketing deve ser um fator chave da sua empresa neste novo ano que iniciou.


O Marketing traz-lhe negócios

Conhecer bem o mercado, apostar na dinamização do mesmo e fazer o nome da sua empresa chegar a quem possa ter interesse nos seus produtos ou serviços é preparar o terreno para novos negócios, tanto com novos clientes, como com os atuais. É imperativo manter e, se possível, aumentar a quota de mercado da sua empresa.


A perda de uns é o ganho de outros

Se é verdade que todos os dias fecham empresas, também é verdade que todos os dias há novos clientes, desamparados, que precisam que uma nova empresa os auxilie. No entanto, só a irão procurar se já tiverem ouvido falar dela ou alguém de confiança deles a tiver referenciado. Já é quase senso comum que onde há crise há oportunidade. Contudo, poucos se põem do lado dos que aproveitam as oportunidades.


Clientes satisfeitos não são clientes fidelizados

Um cliente pode estar muito satisfeito com o serviço da sua empresa e também ficar satisfeito com o serviço de outra. Um cliente fidelizado, veste a "camisola" e, dificilmente, procura outra empresa fornecedora. Em contextos económicos difíceis, todos procuramos mais afincadamenta a melhor relação custo / benefício e mudamos de fornecedores com relativa facilidade. Resposta a dar a isto? Recorra ao marketing e fidelize os seus clientes.


Lições do passado

Os estudos mostram que as empresas que investiram em publicidade durante as recessões foram as que se saíram melhor quando o motor da economia voltou a trabalhar: a consultora McKinsey analisou a atuação de 1000 empresas durante o período entre 1982 e 1999, que compreendeu três grandes crises. A constatação foi que apenas as empresas que mantiveram ou aumentaram os investimentos em marketing aumentaram os lucros na fase que se seguiu. Outro estudo, da London Business School, obteve um resultado semelhante: as empresas que realizaram cortes em comunicação e marketing levaram mais tempo a recuperar as vendas e o lucro no fim da recessão. Ainda outro trabalho sobre o tema, desenvolvido pelo consultor Tony Hillier durante a crise que se iniciou em 1991, consistiu em avaliar as estratégias de marketing de 1000 empresas: as empresas que aumentaram os investimentos em comunicação e marketing tiveram, em média, lucros 4,3% maiores do que antes da crise; as empresas que aumentaram os orçamentos de marketing nos períodos de recessão ganharam quota de mercado quase três vezes mais depressa do que as empresas que cortaram verbas.


2 Mitos a esquecer

Mito 1 - O mercado está parado

Não está. A escolha a fazer é: "quero estar do lado dos que choram ou dos que vendem lenços"? Enquanto algumas pessoas se lamentam do preço das coisas, outras ouvem-nas e criam gamas de produtos low cost. Claro que isto é apenas um exemplo, mas o princípio fundamental está lá: o mercado não parou, mudou. Conhecer as novas necessidades e expectativas e responder-lhes é abrir caminho à sua empresa.


Mito 2 - O Marketing sai caro

Cada empresa é uma empresa e o que se adapta a uma não se adapta a outra. A estratégia de marketing deve ser delineada considerando as possibilidades e especificidades de cada organização. Antes, importa saber onde se está, que questões há a resolver e para onde se quer ir. Depois é que deve definir-se a estratégia a seguir, evitando disparar em direções que não interessam. Felizmente, as estratégias mais direcionadas são também as menos onerosas e mais facilmente mensuráveis, representando a aposta de maior segurança: aposte em força no CRM e no marketing direto, meça periodicamente os resultados obtidos e proceda aos ajustes necessários.


Sente que os esforços que a sua empresa faz ao nível do marketing são infrutíferos? Tem dificuldade em conhecer a sua quota de mercado? Quer aumentar o número de clientes que procuram a sua empresa? Nós podemos ajudar. Fale connosco!