quarta-feira, 23 de maio de 2012

Value Stream Mapping - Processos mais eficientes

Value Stream Mapping (VSM) é uma técnica de mapeamento Lean que visa a compreensão do conjunto de atividades desenvolvidas para a entrega de um bem ou serviço. Este processo permite a criação de um snapshot de toda a cadeia de fluxo de valor, documentando todas as atividades, tanto as que criam valor como aquelas que podemos classificar de desperdício  e identificar oportunidades para potenciar a eficiência.


Como fazer?

  • Identifique um produto ou serviço;
  • Mapeie todos os passos dados para completar a produção do bem ou a entrega do serviço, registando todos os tempos de execução, assim como eventuais tempos de espera. Com isto, terá o mapa da cadeia atual (Current State VSM);
  • Com base no que observou e nas oportunidades que identificou, desenhe a futura cadeia (Future State VSM), eliminando atividades que não acrescentam valor e tempos de espera, no sentido da criar fluidez de tarefas e melhorar a eficiência da cadeia;
  • Desenvolva um plano de ação para transformar a FSVSM numa realidade.


Recomendações:

Embora o conceito seja simples, a sua aplicação prática pode ser um desafio exigente, aqui ficam algumas recomendações para quem quer experimentar esta técnica:

  • Escolha um produto ou serviço com poucas atividades associadas;
  • No Word ou no Excel, faça um A3 e coloque os ícones de mapeamento à esquerda (exemplo aqui, com alguns ícones);
  • Não faça mapas de cabeça, veja as coisas a acontecer e documente o que vê;
  • Poderá suceder que esteja a mapear atividades definidas por si e que lhe fazem todo os sentido; vista a pele do cliente e tenha olhar crítico;
  • Se começar, não desista.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

8 Vantagens de questionar "porquê"

O "porquê" que é, à partida, uma pergunta consequente da nossa curiosidade natural e que faz parte dos processos de aprendizagem e de evolução, tende a perder-se com o tempo.

Quando crescemos, a tendência é deixar de questionar o que nos rodeia, o que nos dizem, até o que fazemos. E, assim, mantemos o status quo e aceitamos que as coisas são como são. Ora, vivendo numa realidade em que a inovação e a diferenciação são essenciais para o sucesso e sobrevivência das organizações e de cada um de nós como profissionais, é necessário recuperar o "porquê?" e redescobrir o "porque não?".
 

O que acontece quando aguçamos o sentido crítico e nos perguntamos "porquê"? Que vantagens é que isso traz?

1 - Simplifica a descoberta da causa dos problemas: perguntar "porquê" de forma encadeada e sistematizada, muitas vezes, permite-nos estabelecer relações de causa-efeito entre premissas que julgávamos não relacionadas (ver mais: análise 5W);

2 - Determina a relação entre as várias causas de um problema;

3 - É uma ferramenta de análise simples, que conduz a respostas sem necessidade de análises estatísticas;

4 - Simplifica a tomada de decisão e a ação, pois torna-se fácil encontrar a raiz dos problemas e resolvê-los na sua origem;

5 - Assegura-nos que existe fundamento nas ações que tomamos / nos planos que temos;

6 - Evita que nos tornemos servos de fórmulas obsoletas, de crenças ingénuas ou absurdas e de preconceitos;

7 - Ajuda-nos a "pensar fora da caixa" e a ver as coisas de uma perspetiva individual, não condicionada, levando à originalidade e à diferença;

8 - Ajuda-nos a conhecer melhor os outros, o mundo e a nós mesmos, revelando-se especialmente útil para quem lida com pessoas, para quem entra em processos de negociação e para quem quer marcar a diferença.