quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Colaboradores satisfeitos, melhores negócios!

A lealdade dos colaboradores deve ser fomentada e apreciada. A fidelização do colaborador - o cliente interno da empresa - é indissociável da qualidade do serviço por ele prestado. Para conquistar clientes externos, o primeiro passo é conquistar os clientes internos: é importante que gostem do que fazem, se sintam envolvidos e que estejam sintonizados com o cliente externo, o que só acontece se estiverem em sintonia com o plano global da empresa.

Quando isto acontece, a produtividade sobe, o clima organizacional melhora e a união intra e interdepartamental é reforçada. No fundo, a questão primordial põe-se na realização do colaborador: quando a pessoa se sente realizada, quando sente que o papel que representa na organização tem peso, também sente o acréscimo de responsabilidade inerente ao sentimento de que é importante e que se traduz na fusão da missão organizacional com a missão do colaborador. A excelência do desempenho torna-se uma questão pessoal.


 

Se quando o colaborador está satisfeito tem mais empenho, produz melhor, é mais afável e transmite melhor imagem da empresa, o que acontece quando o colaborador não está satisfeito? Se existir um caso isolado, em princípio, não será questão para drama. Mas se o mal-estar dos colaboradores for generalizado, é sintomático de que algo não está bem na empresa. E, normalmente, a insatisfação do cliente interno decorre da falta de motivação, doença altamente contagiosa, com causas variadíssimas e que deve ser prevenida ou imediatamente tratada.

Não há uma fórmula mágica para eliminar a insatisfação do cliente interno e o que motiva um colaborador depende de diversos fatores, como a fase em que se encontra na carreira, ou as prioridades que tem a nível profissional. No entanto, há pontos que podem ajudar e que devem ser tidos em consideração:


1 - Recompensa e motivação

A motivação deriva de realização, crescimento, perspetivas de carreira, responsabilidade e outros fatores intrínsecos similares;
 

2 - Reconhecimento e valorização 

O facto de ver a sua atividade e desempenho reconhecidos e valorizados, estimula o prazer de trabalhar;
 

3 - Comunicação e informação 

É importante manter um canal de comunicação aberto e permanente, estimulando o feedback;


4 - Conhecimento e aprendizagem 

A troca de conhecimentos e a oportunidade para o seu aperfeiçoamento aumentam a satisfação;


5 - Autonomia e independência 

Delegar responsabilidade, autoridade e trabalho significa acreditar na capacidade que o colaborador tem de resolver problemas e tomar decisões; estas ações refletir-se-ão em força de vontade, ambição e fidelização;


6 - Confiança e respeito 

É preciso estabelecer uma relação de confiança e respeito mútuo com os colaboradores, estimulando reações positivas e sadias no ambiente de trabalho e a aceitação e reconhecimento das diferenças individuais;


7 - Participação e envolvimento 

Promover o envolvimento de todos no trabalho, a partilha das decisões e dos resultados do trabalho, desenvolve o espírito de equipa e o sentimento de pertença;


8 - Desenvolvimento e crescimento 

Formação permanente e contínua, valoriza a pessoa e cria condições para o crescimento profissional dos colaboradores;


9 - Criatividade e autorrealização 

A liberdade estimula a criatividade. As pessoas realizam-se com as suas criações, sendo importante valorizar as ideias e ser recetivo a sugestões. A liberdade para expor ideias - adequadas às necessidades da empresa - proporciona satisfação ao colaborador, que se torna mais produtivo à medida que se sente mais valorizado.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O que procurar num bom profissional?

É normal que, ao avaliar um possível candidato a uma empresa, se olhe primeiramente para o seu currículo. No entanto, este documento não é, por si só, capaz de transmitir aquilo que a pessoa é. Um bom profissional, mais do que competências técnicas, deve ter competências comportamentais, primordialmente associadas ao QE (ver mais).

O ótimo é integrar na empresa um profissional que tenha ambos os tipos de competência, mas a perfeição é rara ou inexistente e, por isso, os gestores de recursos humanos tendem, cada vez mais, a optar por pessoas dotadas de boas competências comportamentais. 


Resultados da mais recente Pesquisa dos Executivos (Março de 2012), realizada pela Catho Online, com mais de 46 mil participantes: os contratantes classificaram, por ordem de importância, os 13 fatores de maior relevância no recrutamento.


As competências técnicas, desde que haja uma base e disposição para isso, podem ser aprendidas por qualquer pessoa, num período de tempo relativamente curto. As competências comportamentais, embora possam ser treinadas, são difíceis de mudar e estão relacionadas com a personalidade de cada um.

Como exemplos de competências comportamentais, podemos dizer a capacidade de agir proativamente, a simpatia, a organização, a capacidade de ter e manter bons relacionamentos interpessoais, de trabalhar em equipa...

Características que são observadas como essenciais para fazer a diferença numa empresa, que são difíceis de ser ensinadas, que não tornam a pessoa mais "cara" a nível de salário exigido e que, quando aliadas às competências técnicas, trazem qualidade, rapidez e respeito às empresas.