segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O que faz uma empresa líder?

O que define as empresas são, essencialmente, duas características: visão de mercado e capacidade de execução. A existência, em maior ou menor escala destas características, torna as empresas aquilo que elas são: líderes, desafiadoras, focadas em nichos ou visionárias.

Se a empresa for muito boa a saber o que deve fazer e a antecipar-se à concorrência, mas não tiver a capacidade de agir, não lhe serve de muito ter essa visão. Por outro lado, se a empresa tiver capacidade de agir, mas estiver a andar no sentido errado, também não tem muito a beneficiar:



Empresas líderes

Têm maior viabilidade, detetam o que o mercado precisa e são rápidas a oferecê-lo, deixando pouca margem à concorrência. São extremamente produtivas e geram valor para todos os stakeholders.
Embora nem sempre tenham a melhor oferta, são vistas como a opção melhor e mais segura.


Empresas desafiadoras

Têm uma excelente capacidade de execução e estão próximas do mercado, mas têm uma visão de curto prazo que não lhes permite alcançar a posição de líderes. São perfecionistas e empenhadas mas muito agarradas aos modelos processuais a seguir, o que pode tirar-lhes flexibilidade. Têm dificuldade em responder ao mercado no timing certo.


Empresas visionárias

Marcam a diferença pela inovação. Não têm produtividade suficiente para fazer acontecer. Têm inspiração e conhecimento do mercado mas pouca experiência ou pouca capacidade produtiva. Têm dificuldade em executar as ideias que têm, fator que lhes dificulta o crescimento.


Empresas focadas em nichos

Têm uma oferta muito específica para determinados nichos, o que dificulta a alavancagem do negócio. Normalmente têm uma produtividade baixa e clientes conformados pela especificidade da oferta. A pouca abrangência de target representa uma dependência da empresa que pode facilmente ser ameaçada pelo aparecimento de um concorrente.


Conceitos:
 
Visão de mercado

 - Conhecer o mercado (clientes, potenciais clientes, concorrentes, clientes dos concorrentes, direção e potencial do mercado);
 - Recorrer ao marketing para adequar a oferta ao mercado, a forma de abordagem e o timing da mesma;
  - Inovar, com base nos conhecimentos acima mencionados.


Capacidade de execução


 - Disponibilizar a oferta ao mercado no timing certo;
 - Proporcionar experiência ao cliente;
 - Ter - e cumprir - planeamento, tática e estratégia;
 - Ter viabilidade financeira.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Só há decisão quando seguida de ação!

É comum em muitas empresas dizer-se que se fazem reuniões para não se decidir nada. Mesmo quando se definem as medidas a tomar, não se decidiu nada.

Anthony Robbins, formador de líderes, diz que "A verdadeira decisão é medida pelo facto de que se tomou uma atitude. Se não houver atitude, então, realmente não se decidiu". Harold Genee, empresário, diz que "a administração é feita tomando-se decisões e vendo se essas são implementadas."



Ou seja, de nada valem as intenções se não se transformarem em ações. Perde-se tempo em reuniões não produtivas e as pessoas desmotivam porque "não se faz nada" e "vai ficar tudo na mesma".


O processo completo de decisão desenvolve-se em 7 etapas:

1. Perceção da situação;
2. Diagnóstico e definição do problema;
3. Definição de objetivos;
4. Procura de alternativas de solução;
5. Escolha da alternativa mais apropriada, considerando os objetivos;
6. Avaliação e comparação das alternativas;
7. Implementação da solução.

Sendo um modelo genérico, este varia de caso para caso, podendo existir mais ou menos etapas do que as supramencionadas. O que temos de reter é que só há decisão se houver ação. Tudo o resto, não passa de intenções.